Maturidade Digital em RIG: Sua área é "Analógica", "Reativa" ou "Estratégica"? Um diagnóstico para 2026

No entanto, ao olharmos para o mercado, percebemos um descompasso. Enquanto as demandas regulatórias são de "Século XXI", muitas estruturas de gestão ainda operam com ferramentas do início dos anos 2000.
Para ajudar líderes a identificarem gargalos, classificamos a maturidade digital das áreas de RIG em três estágios distintos. Entender onde sua empresa está é o primeiro passo para mitigar riscos ocultos.
Estágio 1: A Fase Analógica (Risco Crítico)
Neste estágio, a operação da área reside quase exclusivamente na memória biológica da equipe e em processos manuais.
- O Processo: O monitoramento é feito através da leitura manual de Diários Oficiais, sites da Câmara/Senado e notícias de jornal.
- A Ferramenta: O Excel e o e-mail. Relatórios são construídos artesanalmente, copiando e colando textos de leis.
- O Risco: Se o gerente de RIG adoece ou sai de férias, a empresa fica "cega". Além disso, a probabilidade de erro humano na leitura de centenas de atos normativos diários é altíssima. A empresa não tem histórico centralizado.
Estágio 2: A Fase Reativa (O "Apaga-Incêndio")
Aqui, a empresa já investiu em alguma ferramenta de captura de dados, mas o volume de ruído ainda impede a atuação estratégica.
- O Processo: A equipe recebe centenas de alertas automáticos por dia. O tempo valioso dos profissionais seniores é gasto filtrando o que é lixo e o que é relevante, em vez de analisando o conteúdo.
- A Atuação: O jurídico ou a diretoria só são acionados quando a norma já foi publicada ou está em votação.
- O Risco: A empresa tem a informação, mas não tem tempo hábil para processá-la. O profissional atua sobre o fato consumado, perdendo a chance de participar da construção do debate.
Estágio 3: A Fase Estratégica (A Tecnologia como Suporte)
Este é o padrão que as grandes operações buscam. A tecnologia não tenta substituir o analista; ela serve para eliminar o trabalho operacional para que o especialista possa pensar.
- O Processo: O sistema garante a captura exaustiva e organizada dos dados em tempo real. O profissional de RIG não perde tempo procurando a informação; ele já a recebe estruturada, pronta para leitura e interpretação.
- A Atuação: Com os dados em mãos meses antes da votação, é a equipe técnica da empresa que cruza as informações e define a estratégia. A tecnologia entrega a matéria-prima (o dado legislativo preciso), e o humano entrega o produto final (a inteligência e a articulação).
- O Valor: A área de RIG ganha tempo. Em vez de gastar 4 horas atualizando planilhas, gasta-se 4 horas desenhando cenários e dialogando com stakeholders.
Conclusão: A tecnologia liberta o especialista
Sair da fase analógica não é sobre automatizar o pensamento, é sobre automatizar a rotina. Em um país que edita mais de 800 normas por dia útil, confiar apenas na captura manual é ineficiente. Em 2026, a segurança jurídica da sua operação depende de sistemas que garantam que nenhum dado relevante passe despercebido, permitindo que você foque no que realmente importa: a estratégia.


