O fim da "Era do Excel": Por que planilhas não suportam mais a complexidade regulatória do Brasil

O Problema da Atualização

Uma planilha é uma fotografia do passado. No momento em que um analista termina de digitar o status de um Projeto de Lei, a informação pode ter mudado na fonte. No Congresso Nacional, a tramitação é dinâmica. Uma diretoria que toma decisões baseada em um relatório estático corre o risco de basear sua estratégia em dados já obsoletos.

A Fragmentação da Informação e a Segurança

A gestão via planilhas descentralizadas cria silos de informação.

  1. Versões Conflitantes: O Jurídico tem uma planilha, o time de RIG tem outra. Qual contém o dado correto sobre a tramitação daquela MP crítica?
  2. Risco de Perda: Planilhas dependem de quem as criou. Quando o responsável sai da empresa, o histórico e a lógica de organização muitas vezes vão embora com ele.
  3. Falta de Auditoria: Em uma planilha simples, é difícil rastrear quem alterou um dado crítico ou quando uma norma foi inserida no monitoramento.

A Centralização como Solução

A migração para plataformas profissionais de gestão regulatória (RegTechs) resolve o problema estrutural: a confiança no dado.

  • Dado Unificado: O sistema reflete o dado oficial. Se a Câmara atualizou, o sistema atualiza.
  • Colaboração: Múltiplos times (Tributário, Ambiental, Trabalhista) consultam a mesma base de dados.
  • Memória Institucional: O sistema guarda o histórico. Você sabe exatamente o que mudou, quando mudou e quem na sua equipe visualizou aquela informação.

Conclusão

O Excel continua sendo ótimo para cálculos, mas não é um sistema de gestão de dados legislativos. Em um ambiente de alta complexidade, o profissional de RIG precisa de uma ferramenta que organize o caos, e não de uma que exija manutenção manual constante. A tecnologia deve servir para organizar a informação, deixando o profissional livre para fazer a análise política e técnica.

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